
Barbarella, o filme que
sacudiu 1968 com o apelo erótico da mercenária futurista
imortalizada por Jane Fonda, ganhará nova versão. De acordo com o
site The Hollywood Reporter, a direção do projeto ficará a cargo de
Robert Luketic (A Verdade Nua e Crua, Legalmente
Loira).
Joe Gazzam foi o roteirista escolhido para atualizar a personagem
de quadrinhos criada em 1962, pelo francês Jean-Claude Forest. A
história foi levada aos cinemas seis anos depois, pelo conterrâneo
Roger Vadim - responsável por dar gás à carreira de outro sex
symbol da época, Brigitte Bardot, com E Deus Criou a
Mulher (1956).
Gazzam ainda não tem trabalhos de destaque na área. Entre suas
realizações, está uma adaptação ainda inédita do seriado oitentista
Anjos da Lei, que consagrou Johnny Depp.
Em 2007, a produção estava sendo tocada por Robert Rodriguez, com
Rose McGowan no papel principal e roteiro de Neal Purvis e Robert
Wade (dupla por trás dos recentes filmes de James Bond).
Atualmente envolvido com uma pilha de projetos - entre eles,
Machete (derivado da série Grindhouse, de Planeta
Terror), a sequência de Sin City e
uma possível adaptação de Jetsons -, o
cineasta já pulou do barco. Motivo: divergências com a Universal
sobre as locações para o filme.
Barbarella se passa no século 40 e tem como foco a
personagem-título, uma mercenária que cruza o universo para cumprir
missões que requerem doses caprichadas de sex appeal. Considerada
um "James Bond de saias", a aventureira espacial, além de
escandalizar setores mais conservadores da sociedade, provocou
racha no movimento feminista. Para a maioria, a combatente
simbolizava o espírito da recém-adquirida liberdade sexual. Mas
feministas mais radicais detectaram traços de submissão, vendo com
maus olhos o apelo sexual da personagem.
A abordagem do remake não deverá seguir a linha kitsch, mas
continuará dando destaque à sensualidade de Barbarella. Ainda não
há estúdio envolvido com o filme, que também não tem uma atriz
certa para representar o papel principal.
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